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terça-feira, 23 de junho de 2015

AGORA ESCOLHA: AUSTERIDADE OU AUSTERIDADE?


A estação de TV gerida por um misto de executivo de Bilderberg e lobby Marinho saudoso de um Brasil governado a partir de Washington começou a apregoar o seu próximo atentado ao direito dos portugueses à informação, recorrendo ao inconfundível paleio de banha de cobra do nacional-bacoquismo lusitano que se acha iluminado.
Podia ser qualquer das outras TV’s existentes no menu disponível, porque não há quem as diferencie em vocação, conteúdos e espírito censório já que devem todas elas obediência ao arco da governação e, como muito bem sabemos, nem a censura escapou à fúria privatizadora dos governos das últimas décadas, mesmo quando exercida por entidades nominalmente públicas.
É verdade que as leis eleitorais estabelecem um tratamento igual para todas as forças políticas que se apresentam a eleições. Porém, como também sabemos, as leis fizeram-se para ser violadas, e quando não existem alçapões para tal inventam-se. O Estado, é certo, deveria travar estas manobras para que, pelo menos, o espírito da lei que rege as escolhas dos cidadãos, a lei eleitoral, prevalecesse perante o desrespeito ostensivo praticado pelos órgãos de propaganda. Mas o Estado, helas!... O Estado são eles mesmos.
Pois a dita estação apregoa importantes e sem dúvida muito esclarecedoras entrevistas a dois cabeças de lista às próximas eleições gerais. Não sabemos ainda quantos se apresentarão às urnas, mas a TV em causa já decidiu: um destes dois vai ganhar, aos portugueses cabe escolher ou um ou outro, o resto é paisagem para fazer de conta que os votos contam para alguma coisa ou, como se diz no jargão futebolístico, joga-se para cumprir o calendário.
Assim sendo, num canto do ringue teremos o campeão em título, um dos caniches favoritos com que a senhora Merkel se passeia nas cimeiras europeias e que se alguma vez consegue arreganhar a taxa é contra o malfadado homólogo grego; no outro canto o candidato ao título, um retrato robot desenhado com inspiração nas caricaturas do senhor Hollande, do senhor Blair e do senhor Soares, de preferência ainda com os contornos que usou para nos encafuar à viva força no monte de trabalhos com que nos debatemos. Existe um pequeno challenger, que em última análise será o emplastro sempre ao lado do vencedor, esse resultante de uma manipulação genética aleatória conseguida metendo numa moulinex os genes de figuras como as senhoras Le Pen e Lagarde e de outros valerosos democratas nacionalistas e/ou neofascistas entre os quais se citam apenas, para não enfastiar, nomes como os de Farage, Viktor Orban e Poroshenko. Este pequeno challanger não será entrevistado, mas conhecendo nós o que a casa gasta, é como se fosse.
Vale este critério por dizer que, para felicidade dos portugueses garantida pela prestimosa estação, não precisam de matar a cabeça a escolher o seu futuro no próximo quinquénio. Podem decidir se querem mais austeridade ou mais austeridade, mais dívida ou mais dívida, mais despedimentos ou mais despedimentos, ainda mais miséria ou ainda mais miséria, mais troika ou mais troika, menos salários ou menos salários, mais impostos ou mais impostos, arco da governação ou arco da governação. Entre Coelho ou Costa, tal como quer a TV de Bilderberg, e as outras quererão também, os portugueses poderão escolher o neoliberalismo à moda de Centeno ou de Loureiro/Cavaco/Nogueira. É assim como escolher entre decapitação ou fuzilamento, forca ou injecção letal.
Pode dize-ser: as televisões apenas se limitam a seguir o que é dado como certo. Tal como o que é dado como certo foi ajudado a fabricar pelas práticas censórias das televisões e afins. No fundo um ciclo tão vicioso como o próprio arco da governação, não funcionassem eles em harmonia perfeita.
Seja como for, mesmo envolvidos por tais manobras – sem contar as que a NATO virá para cá fazer nesses dias - os portugueses terão no segredo do voto uma oportunidade única de, em liberdade e sem medos, pregarem uma enorme partida a esta clique corrupta que nos governa através de todos os mecanismos podres do arco da governação, incluindo os principais meios de comunicação social.

Se cada um pensar pela sua cabeça, se fizer cego e surdo perante a censura e não aceitar a canga que insistem em por-lhe, Portugal ganhará um novo alento. O único voto útil é o que nos pode livrar do arco da governação. E assim poderá chegar, mais uma vez, o dia das surpresas.

domingo, 31 de maio de 2015

BALSEMÃO, BARROSO & Cia


 

Anuncia a comunicação dita “de referência”, que nestas coisas do chamado arco da governação tem obrigação de saber do que fala, que o senhor Pinto Balsemão, luso-imperador da comunicação social com sotaque global do comendador Marinho, escolheu sucessor na comissão permanente do universo conspirador conhecido por Grupo de Bilderberg. E esse sucessor é: o inefável Durão Barroso, pois quem havia de ser? De conspirador militante anti-25 de Abril, via mrpp, a intérprete dos desejos dos barões da especulação financeira a quem foi confiado o cutelo da austeridade, passando por anfitrião da cimeira de grandes mentirosos que acelerou o caos em que se encontra o Médio Oriente, o seu currículo merece tão valiosa recompensa como insigne distinção. Barroso não passa apenas a fazer parte do núcleo dos grandes conspiradores que, numa clandestinidade aristocrática, definem como deve funcionar a “democracia transparente” em todo o mundo; assume também funções executivas, isto é, empunha o facho com a chama acesa entre conclaves anuais e, por inerência, convida os portugueses a quem serão atribuídas as missões estratégicas a desempenhar nos próximos tempos.
Esta interpretação de factos tão relevantes que aqui vos transmito emana, como não podia deixar de ser, dos sinistros antros da teoria da conspiração. O senhor Balsemão foi um corajoso dissidente do fascismo, até integrou a Ala Liberal, uma engenhosa manobra de regeneração do marcelismo através do manto diáfano da democracia para que o capitalismo continuasse a ser o que sempre foi; foi apanhada em contrapé pelos militares, é verdade, mas logo se recompôs reencarnando em forma PSD. O senhor Balsemão foi até primeiro-ministro durante a longa marcha contra a herança do 25 de Abril conduzida juntamente com o dr. Soares e o prof. Freitas, sob a batuta ágil e enérgica do embaixador Carlucci, para devolver o país à essência da Ala Liberal, que hoje tanto pode chamar-se ala neoliberal como arco da governação. No entanto, a vocação autêntica do senhor Balsemão é a propaganda, tendo encontrado no Grupo de Bilderberg o lugar certo para desempenhar a missão que lhe foi outorgada, com vantagens inegáveis para o próprio e quem o escolheu e danos vultosos para a democracia. Danos vultosos estes que não são colaterais, mas sim a essência dos objectivos a atingir.
Quanto ao senhor Durão Barroso, uma geração abaixo, é a sucessão natural do agora fatigado guerreiro Balsemão, merecedor de repouso e de uma enxurrada de condecorações. De feroz inimigo da “educação burguesa” traulitando a eito contra o 25 de Abril a enfático presidente da Comissão Europeia com um pé ou os dois sempre em Washington – lembre-se a cruzada pelo “acordo de comércio transatlântico” lançada a todo o gás e com as urgências máximas no último ano do seu mandato - ele tem energia, contactos e experiência para dar e vender nos areópagos da conspiração mundial. Parece ser o homem certo no lugar certo porque nos últimos anos poucos dirigentes políticos têm conseguido ser tão eficazes contra a democracia e os direitos humanos em nome da democracia e dos direitos humanos. O senhor Barroso – há que reconhecer-lhe esse talento - tem o savoir-faire, a intrepidez e a flexibilidade de manobra fundamentais para executar missões e trabalhos de sapa encomendados pelos padrinhos, que assim conservam as mãos limpas e impolutas. Das Lages ao desempenho à cabeça da Comissão Europeia não faltam exemplos ilustrando uma tal vocação que lhe vem da meninice e à qual soube puxar o lustro exigido pela elegância da especulação financeira.
Neste mês de Junho, que promete ser quente, dar-se-á a passagem do testemunho de Balsemão para Barroso em mais um conclave anual de Bilderberg. Com as ondas de choque do acordo entre os Estados Unidos da América e o Irão no horizonte, os magnatas, generais, barões da propaganda, super-espiões, estrategos, ex-governantes, imperadores das telecomunicações vão formatar os acontecimentos do próximo ano e daí canalizarão as ordens a cumprir pelas múltiplas versões de arco da governação implantadas através do globo. Lá estarão também os portugueses, escolhidos quiçá a quatro mãos por Balsemão & Barroso, para serem instruídos nas missões a desempenhar, sejam quais foram os resultados das eleições, para que a lusitana versão do arco da governação prossiga no caminho em que deve prosseguir para que os ricos sejam cada vais mais ricos e os pobres cada vez mais pobres e mais numerosos.
Interpretação esta que não passa, como sempre, de mal-intencionada teoria da conspiração.